Advertencia: este documento está brutalmente escrito en portuñol (Portugués + Español).
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Un dia me invitaron para un evento integracionista que se realizaria en las dependencias del Parque Tecnológico Itaipú, donde se encuentra mi universidad. Recuerdo que me dijeron: "...es un payaso el que viene a hacer una pieza de teatro, vamos!..." llegamos al auditório que estaba repleto de gente y se podía ver a un pequeño y carismático payaso en el escenário.
En escena también estaban una tierna bicicleta, una sombrilla vieja y colorida y un varal de ropa. Nos acomodamos bien atrás, no entendía bien el hilo de las escenas pero cuando apenas me acomodé en la silla el payaso comenzó a sacarse la ropa.
Lo ví y de una comencé a tararear la música esa famosa que usan a la hora del streeper's desde el fondo y él me escuchó. Toda la gente se dio la vuelta a ver quien era la loca que estaba interrumpiendo el acto del payaso. A Rabito le encantó mi intervención y me llamo a escena ahí mismo.
Yo fui cantando y batiendo palmas y él seguía su actuación tratando de no perder el hilo de su historia.
Me tuvo un largo rato en escena fingiendo querer seducirme con una sensualidad asustadora (sarcasmo inocente). y luego bajé para que él siguera su historia después de eseparéntesis lindo conmigo.
Me dio un beso, un super abrazo y un pirulito (paleta) de regalo.
Parque Tecnológico Itaipú- Foz do Iguaçu-PR. Año: 2011. Fotos: Michele Dacas.
Tiempo después me enteré que Rabito era un payaso trotamundo (nómada) que se dedicaba a llevar sus chistes y alegrías en lugares necesitados y donde sea que el viento lo llevase él iba con toda su energía. Es por ello que decidí contarles sobre Rabito, que es un ejemplo del tipo de personas (o personajes) que hacen falta a este mundo para éste ser mejor cada día. Si todos pudieramos como él, llevar sonrisas y alegrías donde vayamos el mundo sería un lugar mejor!
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Aqui vemos una pequeña pero estratégica entrevista que le hice online a Rabito (Escrita en portugués, pues él es brasileño).
Daniel
Lucas de Lima Moura
Idade:
31 anos
Cidade
Natal: Bagé – RS – Fronteira com Uruguai
Cual
é a função de um palhaço?
É
uma responsabilidade e um privilégio ser palhaço, essa figura é
essencial na história da humanidade, o palhaço pra mim, tem uma
função social no mundo em que vivemos, ser um palhaço é ir em
busca dos próprios desejos, ir atrás da própria essência, minha
missão é mostrar ao mundo que não podemos perder a capacidade de
brincar e reinventar. O riso aproxima as pessoas, e o palhaço com
seus números, age como um espelho para sociedade, para lembra-los do
quanto somos belos, frágeis e ridículo.
Foto: Fran Rebelatto.
O Rabito, ele é um palhaço muito peculiar, ele é nômade! Cual a função e qual a mensagem que o Rabito leva consigo nas viagens?
O
palhaço na verdade é uma figura transgressora, representa um
comportamento às avessas, um ser que perdeu sua dignidade porque a
sociedade lhe roubou, mas o que faz dele um ser admirável e
cativante, é a sua capacidade de subverter e reinventar a lógica do
mundo, rir de tudo que o cerca, dando um tapa na sociedade, por isso
ele cativa o público adulto, por ter muitas amarras, o adulto é
oprimido pela sociedade, enquanto que a criança, ainda é livre de
qualquer amarras, a criança ainda não tem ferida imposta pela
sociedade, por isso dizem que a energia do palhaço tem a ver com a
energia da criança, os dois são livres para serem somente juegos.
Foto: Diego Lameira.
Oque te leva a dar vida ao Rabito?
O
lugar do palhaço é o mundo, necessitamos de palhaço, ele nos faz
lembrar do quanto ainda podemos brincar, o palhaço tem o poder de
acender coisas nele e no público, de transformar, de criar esse caos
onde as coisas estão organizadas, de subverter, de modificar, de por
as coisas de ponta a cabeça, a figura do palhaço é pura essência,
um ser revolucionário que jamais perderá sua potência de
guerrilha, por isso, hoje, o palhaço está em todos os lugares,
porque o mundo precisa, necessita de um detonador de padrões,
quando o palhaço está no picadeiro envolvido no seu universo, ele
de alguma forma, está curando a humanidade, curando através do
riso, essa arte é conhecida como, a arte do coração e da alma, o
palhaço só existe com a presença do outro, ele precisa
compartilhar suas emoções para seguir espalhando sonhos
Foto: Fran Rebelatto.
Qual
foi um dos momentos mais lindos que essa experiência te
proporcionou? Onde?
Não
gostaria de citar algum momento especial das minhas andanças, por
que posso deixar alguém de fora. hehe
Mas
confesso que até hoje, além de vários fatos ocorridos durante 6
anos de profissão, ainda cito sua intervenção no espetáculo em
Foz do Iguaçu, pura espontaneidade e disponibilidade para brincar,
parabéns, aquele dia você foi uma palhaça ao expor seus desejos e
fracassos. Obrigado pelo momento inusitado.
Quando
estou no picadeiro, procuro criar momentos inesquecíveis de
valorização as pessoas. Ao entrar em cena, estou em busca do outro,
minhas ações, dependem das reações do outro, então nesse jogo de
abertura, respeito e escuta, vou sutilmente aguçando minha percepção
diante daquela plateia que tenho naquele momento, com isso busco um
contato real com cada pessoa. Acredito que toda ação humana vem de
uma motivação, tudo que se cria, brota da felicidade que é o
estado natural do ser humano, fora dos parâmetros da sociedade que
tenta controlar-nos.
Foto: Aline Carvalho.
Aldeia indígena Nonoai kaingang.
Aldeia indígena Nonoai kaingang.
<<<<< Es imposible no contagiarse del carisma y de la alegria de Rabito en sus funciones. Él ayuda a las personas a descontraerse y largarse con carcajadas animadoras y liberadoras! Viva la gente que todavía lucha por un mundo con más amor y por una educación no ofensiva y divertida. Si tan solo todos nosotros enseñaramos a las personas a ser felices con lo poco que tienen pero manteniendo las esperanzas y caminando siempre hacia un mañana mucho mejor, el mundo, con certeza sería un lgar mejor! El lugar que muchos soñamos tener!>>>>>
Fotografías:
Foto: Pedro Krum. Piratini- RS (Comunidade Quilombola Rincão do Couro).
Foto: Leonardo Valerio.
Foto: Deivide MIllani.
Foto: Carolina Reichert.
Foto: Carolina Reichert.
Foto: Carolina Reichert.
Foto: Carolina Reichert.










