miércoles, 15 de julio de 2015

Daniel Lucas de Lima Moura- El payaso Rabito!

“Cada ser humano es un payaso, pero solo pocos tienen el coraje de mostrarlo”,  Payaso Charlie Rivel.

Advertencia: este documento está brutalmente escrito en portuñol (Portugués + Español).
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Un dia me invitaron para un evento integracionista que se realizaria en las dependencias del Parque Tecnológico Itaipú, donde se encuentra mi universidad. Recuerdo que me dijeron: "...es un payaso el que viene a hacer una pieza de teatro, vamos!..." llegamos al auditório que estaba repleto de gente y se podía ver a un pequeño y carismático payaso en el escenário.  

En escena también estaban una tierna bicicleta, una sombrilla vieja y colorida y un varal de ropa. Nos acomodamos bien atrás, no entendía bien el hilo de las escenas pero cuando apenas me acomodé en la silla el payaso comenzó a sacarse la ropa.

Lo ví y de una comencé a tararear la música esa famosa que usan a la hora del streeper's desde el fondo y él me escuchó. Toda la gente se dio la vuelta a ver quien era la loca que estaba interrumpiendo el acto del payaso. A Rabito le encantó mi intervención y me llamo a escena ahí mismo. 

Yo fui cantando y batiendo palmas y él seguía su actuación tratando de no perder el hilo de su historia. 

Me tuvo un largo rato en escena fingiendo querer seducirme con una sensualidad asustadora (sarcasmo inocente). y luego bajé para que él siguera su historia después de eseparéntesis lindo conmigo. 


Me dio un beso, un super abrazo y un pirulito (paleta) de regalo.




Parque Tecnológico Itaipú- Foz do Iguaçu-PR. Año: 2011. Fotos: Michele Dacas.


Tiempo después me enteré que Rabito era un payaso trotamundo (nómada) que se dedicaba a llevar sus chistes y alegrías en lugares necesitados y donde sea que el viento lo llevase él iba con toda su energía. Es por ello que decidí contarles sobre Rabito, que es un ejemplo del tipo de personas (o personajes) que hacen falta a este mundo para éste ser mejor cada día. Si todos pudieramos como él, llevar sonrisas y alegrías donde vayamos el mundo sería un lugar mejor! 


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 Aqui vemos una pequeña pero estratégica entrevista que le hice online a Rabito (Escrita en portugués, pues él es brasileño).


Daniel Lucas de Lima Moura
Idade: 31 anos
Cidade Natal: Bagé – RS – Fronteira com Uruguai


Cual é a função de um palhaço?

É uma responsabilidade e um privilégio ser palhaço, essa figura é essencial na história da humanidade, o palhaço pra mim, tem uma função social no mundo em que vivemos, ser um palhaço é ir em busca dos próprios desejos, ir atrás da própria essência, minha missão é mostrar ao mundo que não podemos perder a capacidade de brincar e reinventar. O riso aproxima as pessoas, e o palhaço com seus números, age como um espelho para sociedade, para lembra-los do quanto somos belos, frágeis e ridículo.


Foto: Fran Rebelatto.



O Rabito, ele é um palhaço muito peculiar, ele é nômade! Cual a função e qual a mensagem que o Rabito leva consigo nas viagens?

O palhaço na verdade é uma figura transgressora, representa um comportamento às avessas, um ser que perdeu sua dignidade porque a sociedade lhe roubou, mas o que faz dele um ser admirável e cativante, é a sua capacidade de subverter e reinventar a lógica do mundo, rir de tudo que o cerca, dando um tapa na sociedade, por isso ele cativa o público adulto, por ter muitas amarras, o adulto é oprimido pela sociedade, enquanto que a criança, ainda é livre de qualquer amarras, a criança ainda não tem ferida imposta pela sociedade, por isso dizem que a energia do palhaço tem a ver com a energia da criança, os dois são livres para serem somente juegos.

Foto: Diego Lameira.



Oque te leva a dar vida ao Rabito?

O lugar do palhaço é o mundo, necessitamos de palhaço, ele nos faz lembrar do quanto ainda podemos brincar, o palhaço tem o poder de acender coisas nele e no público, de transformar, de criar esse caos onde as coisas estão organizadas, de subverter, de modificar, de por as coisas de ponta a cabeça, a figura do palhaço é pura essência, um ser revolucionário que jamais perderá sua potência de guerrilha, por isso, hoje, o palhaço está em todos os lugares, porque o mundo precisa, necessita de um detonador de padrões, quando o palhaço está no picadeiro envolvido no seu universo, ele de alguma forma, está curando a humanidade, curando através do riso, essa arte é conhecida como, a arte do coração e da alma, o palhaço só existe com a presença do outro, ele precisa compartilhar suas emoções para seguir espalhando sonhos

Foto: Fran Rebelatto.


Qual foi um dos momentos mais lindos que essa experiência te proporcionou? Onde?

Não gostaria de citar algum momento especial das minhas andanças, por que posso deixar alguém de fora. hehe

Mas confesso que até hoje, além de vários fatos ocorridos durante 6 anos de profissão, ainda cito sua intervenção no espetáculo em Foz do Iguaçu, pura espontaneidade e disponibilidade para brincar, parabéns, aquele dia você foi uma palhaça ao expor seus desejos e fracassos. Obrigado pelo momento inusitado.

Quando estou no picadeiro, procuro criar momentos inesquecíveis de valorização as pessoas. Ao entrar em cena, estou em busca do outro, minhas ações, dependem das reações do outro, então nesse jogo de abertura, respeito e escuta, vou sutilmente aguçando minha percepção diante daquela plateia que tenho naquele momento, com isso busco um contato real com cada pessoa. Acredito que toda ação humana vem de uma motivação, tudo que se cria, brota da felicidade que é o estado natural do ser humano, fora dos parâmetros da sociedade que tenta controlar-nos.

 Foto: Aline Carvalho.
Aldeia indígena Nonoai kaingang.
<<<<< Es imposible no contagiarse del carisma y de la alegria de Rabito en sus funciones. Él ayuda a las personas a descontraerse y largarse con carcajadas animadoras y liberadoras! Viva la gente que todavía lucha por un mundo con más amor y por una educación no ofensiva y divertida. Si tan solo todos nosotros enseñaramos a las personas a ser felices con lo poco que tienen pero manteniendo las esperanzas y caminando siempre hacia un mañana mucho mejor, el mundo, con certeza sería un lgar mejor! El lugar que muchos soñamos tener!>>>>>  


Fotografías: 

Foto: Pedro Krum. Piratini- RS (Comunidade Quilombola Rincão do Couro).
Foto: Leonardo Valerio. 
Foto: Deivide MIllani.
Foto: Carolina Reichert.
Foto: Carolina Reichert.
Foto: Carolina Reichert.
Foto: Carolina Reichert.



jueves, 25 de junio de 2015

 Rua, por Giulianne Martins.
 
Atrás de um objeto que o subordina, tem sempre um José das ruas, um José trabalhador. Um José do mercado, da raspadinha, um José do sorvete, do picolé... 

Também tem sempre uma Maria, uma do ponto de ônibus, outra que costura, a Maria da garapa e a que tá escondidinha no asilo e que se faz sorrir com um clique de arte.

Tantos Jośe pelas ruas, tantas Marias! E por serem tantos, são todos um só, em um só olhar.

É pena que ninguém os veja... estão sempre atrás de algo, de carrinho de picolé, de raspadinha, de um balcão do mercado, ou,  simplesmente atrás da vista grossa da sociedade que corre pelas ruas e não se contagia por  esses tantos!

Eis que, derepente, eles são o centro! O CENTRO! Estão todos emoldurados e eternizados. Todos. Todos os Zés e todas as Marias. Agora são eles o centro e não há olhar que os desvie ao vê-los.









A lo que vengo. 


El cuarto de siglo me compromete a mucho,
me compromete a seguir mis ideales y sueños,
me compromete a ser consecuente con mis actos e ideas.

Consecuente no en el sentido de atender a las hipocresías de la sociedad que corroe a la gente con carismas especiales, como yo, como tú (talvéz) y como tantos otros que sufren por ser personas de luz.

Capaz sea muy vanaglorioso de mi parte autotitularme como "una persona de luz", pero desde el fondo y más profundo de mi sinceridad yo me siento diferente.


Sería lindo poder construir un mundo menos ignorante, menos avaro y menos inconsecuente. Que las personas caminen  por las calles y se toquen con lo que sus ojos puedan ver, desde la alegría de los niños jugando en el parque, desde el colector de chatarras que empuja su carro solito sin explotar un cabalho o una mula, hasta la mirada llena de esperanzas de un mendigo que recibe unas monedas como limosna.

Nó solo mirar lo malo, sino lo bueno. Hay gente que reclama por andar en veredas llenas de baches, ignorando el paisaje lindo de un parque lleno de gente, desde los más pudientes hasta los más "indigentes".

No les parece lindo el chico que saluda a todo el mundo de forma cordial al pasar? O el señor del taxi que deja pasar a los niños respetando la faja peatonal?

No les parece lindo ver a las mujeres vendiendo remedios yuyos para el tereré del paraguayo? Las mismas que comparten sus conocimientos de manera humilde y desinteresada. Luchadoras incansables como mi abuela que se dedicó a esta humilde profesión por muchos años!

Podemos dejar nuestro cubículo y contagiarnos de las cosas simples y lindas de la vida!

Por ello estoy aqui, creyendo firmemente que puedo contagiar a los ojos de mucha gente del padecer de los míos: ver y no ignorar la realidad.

Contágiense de mi felicidad al ver gente luchadora que te dan certeza de que el mundo no está perdido, porque en medio de sus pesares, los pobres y luchadores SONRIEN el tiempo todo.

 Foto: Vendedora de remedios yuyos y tereré -Plaza uruguaya de Asunción Paraguay.
Foto: Indigenas paraguayos en situación de calle ocupando la Palza urugaya jugando a la pelota- Envidio la felicidad no avara de los niños!